segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Maconha ajuda a enxergar no escuro

Aos já diversos efeitos da erva, a ciência acrescentou um novo: visão digna dos X-Men



Na Jamaica – e onde mais poderia ser? – um grupo de pescadores, sem nenhum equipamento, pescava com facilidade durante à noite, guiando seus barquinhos no breu. Eram todos fãs de cannabis.
A história atiçou a curiosidade de alguns pesquisadores locais, há mais de duas décadas. Outros relatos e experimentos com haxixe sugeriam que, de fato, a visão noturna melhorava em quem fumava maconha. Mas foi só em 2016 que aciência conseguiu entender qual o mecanismo biológico por trás desse “superpoder”.
Para isso, pesquisadores do Instituto Neurológico de Montreal decidiram estudar girinos. Eles criaram uma cópia sintética da maconha e aplicaram a substância no tecido dos olhos de cada filhote de sapo. Depois, usaram eletrodos minúsculos para acompanhar como as células da retina dos bichinhos reagiam.
A experiência mostrou que substâncias presentes na maconha se prendem a receptores no nervo óptico dos girinos, diminuindo a concentração de cloretos dentro das células da retina. A consequência é que os olhos se tornavam mais sensíveis à luz, mesmo em lugares pouco iluminados.
Só essa descoberta já comprovou que os efeitos da maconha eram sentidos diretamente no olho e não no cérebro, como “parte da brisa”. Até aí, tudo bem, mas os pesquisadores queriam confirmar se o aumento de sensibilidade também melhorava a visão no escuro.
Em uma segunda etapa do estudo, eles colocaram os girinos em placas de Petri – metade deles “chapados”, e os demais sem maconha. No meio da placa, os cientistas adicionaram pontos pretos, que os girinos associam a predadores.
No experimento, eles observaram que os dois grupos se movimentavam do mesmo jeito com as luzes acessas: nadando livremente e evitando ao máximo os pontos pretos. Já quando diminuíram a iluminação, mudou tudo.
Sem enxergar os pontos pretos, os girinos sóbrios esbarravam neles com frequência. Já os bichos tratados com canabinóides seguiam desviando das ameaças com muito mais eficiência, mesmo sem luz.
Os resultados mostram que os pescadores jamaicanos não estavam só viajando, mas também enxergando melhor. E a descoberta abre espaço para que a maconha seja explorada para o tratamento de doenças na retina, como retinite pigmentosa. Hoje, nos EUA, a droga já é recomendada para casos de glaucoma, outro mal que afeta os olhos.
Para os pesquisadores, resta entender se é possível desassociar a visão noturna acima do normal com os outros efeitos recreativos da maconha – e com que frequência os candidatos a X-Men precisariam consumir a erva para manter o efeito sobre os olhos.
Texto publicado originalmente na Superinteressante
FONTE : EXAME ABRIL

sábado, 30 de agosto de 2014

CULTIVO DA CANNABIS

Guia de Cultivo Passo a Passo
Tradução realizada por: Duende-Verde , para a comunidade Horta da Couve

Introdução


Cannabis Sativa, esse é seu verdadeiro e cientifico nome, mas é mais conhecida por marihuana, marijuana, maria, erva, cânhamo (os níveis de THC do cânhamo são muito baixos), etc. é uma planta que cresce em estado selvagem em alguns lugares do mundo, podendo aclimatar-se a praticamente qualquer sítio. E uma das primeiras plantas conhecida, que o ser humano utilizou em seu próprio beneficio!


Adora o sol, quanto mais melhor, necessita um mínimo de 6 horas diárias para um ótimo rendimento, mas pode viver sem sol, em um sítio completo de sombra, mas diminuindo consideravelmente a produção, saindo uma planta pouco ramificada e que faz mais prolongado o ciclo de floração, também sem sol nos irá sair mais machos


A terra que melhor se adapta é aquela que tem melhor mistura quando estão em vasos e argilosas quando estão em terra, são da família das urtigas, bem realmente são da família do lúpulo, mas primas das urtigas, assim que se plantas em terra mãe crescerão muito bem nas terras onde saiam estas matas.


A rega faz-se com água em abundância, até que saia por debaixo dos vasos e intercalando os tempos entre eles o mais possível para que as raízes se oxigenem bem. Se estivessem em terra a rega será muito espaçosa, 1 vez por semana e incluso menos. Como muito já que pode chegar a ser una planta de até 5 metros de altura, pelo que se recomenda usar uma terra com algum abono de base, como húmus de minhoca, quando cultivamos em vazo com um fertilizante líquido misturado com a água de rega. Quando mais necessitam este aditivo líquido é na fase de floração.
Também pode ser cultivada no interior, não junto á televisão, em um quarto ou em armários de cultivo, com lâmpadas especiais que substituem o sol e extractores para regenerar o ar do lugar.

TIPOS DE PLANTAS:



A Cannabis Sativa divide-se em duas classes principais Cannabis Sativa Sativa e Cannabis Sativa Indica, e ainda existe uma terceira típica dos climas mais frios como Sibéria, chamada Cannabis Sativa Rudelaris.
As características principais das Sativas são que tem a folhagem mais fina, tem um crescimento alto sendo umas plantas pouco ramificadas, de cabeços finos e compridos, tempo de floração de 2 a 3 meses, segue crescendo durante esta época, odores cítricos e efeitos eufóricos. Nível de THC alto. Originária de climas tropicais, de Ásia, África o América do Sul.
As Indicas levam a contrária a das Sativas em quase tudo, a folhagem é larga, costuma ser una planta pequena-mediana e muito ramificada, cabeços grossos e curtos, tempo de floração é de 45 a 65 dias, não costuma crescer durante este período, odores doces e efeitos relaxantes ou narcóticos. Nível de THC média-alta. Originaria de climas temperados, Europa, Sudeste Asiático.
As Rudelaris, são plantas pequenas que aguentam muito bem as baixas temperaturas e que florescem por idade, não por fotoperíodo como as anteriores. São pouco produtivas e contem baixíssimos níveis de THC. Originaria de climas muito frios, Rússia.


SEXO:


A Cannabis é uma planta dioica, quer dizer, existem plantas macho e plantas fêmeas. O macho que não se costuma utilizar ”só em caso para criar sementes”, da umas flores pequenitas que se irão juntando em conjuntos, formados por sépalos e estambres, e que em redor de 1 mês desde que começam a sair, abrirão os seus sépalos e soltaram ao vento o amarelento pólen.


A fêmea, que é a que cuidaremos até ao final, puis é ela a que da o fruto dos nossos interesses, da os pistilos, cada um de eles formados pelo cálix, o lugar onde se criará a semente, e os estigmas dos pelitos em uma ponta, que normalmente são brancos mas que podem tomar outras tonalidades como lilás, laranja, azulados, etc. Estes pistilos formam-se em conjuntos, chamados coloquialmente cabeços. Os estigmas são os encarregados de apanhar o pólen do macho e introduzi-lo dentro do cálix, onde se formará a semente. A não ser que queiramos conseguir uma sembra de sementes e não de cabeços, beberíamos tirar os machos e deixar só as fêmeas, este tipo de cultivo é denominado cultivo "sinsemilla", já que ao retirar os machos as fêmeas não criaram sementes, só se concentraram em criar resina, que lês servirá como defensa para os cabeços resguardados do frio, do calor e das pragas que ficarão agarradas nela. Também produzirá mas pistilos o que fará que o cabeço engorde mais.


Se tivéssemos deixado um macho com a fantástica ideia de criar o nosso próprio cruze, veríamos que a planta fêmea uma vez polinizada se dedica a fabricar sementes e mão produz tanta resina nem tão vigorosos cabeços como as anteriores. Uma vez secado e extraídas as sementes, estes cabeços ficam em nada.
Há alguns casos em que as plantas em algum momento da floração, desarrolha flores do sexo contrário, este fenômeno é conhecido como hermafroditismo e pode ocorrer por varias razões: por genética, conseguindo-o herdando normalmente de una fêmea que se auto-polinizou; por Stress, mudanças de sitio, excesso o defeito de regas, pragas, etc., e também forçando-a ao final da floração para produzir algumas sementes. As plantas hermafroditas serão arrancadas como se fossem machos já que também podem polinizar a as fêmeas.


As bananitas, clamados assim por a similitude com a fruta do mesmo nome, são flores machos que saem nos cabeços de algumas plantas, sobretudo em plantas que pudessem sofrer algum maltrato, mas que normalmente não soltam pólen e o pouco que solta só produziria umas poucas sementes.

COMO FAZER CULTIVO DE CANNABIS PASSO A PASSO "MACONHA"